Quem sou eu

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Teresina, Piauí, Brazil
Ah! Meu coração é mole/ Feito língua de moça./ Prefiro a calma a usar a força,/ Que carne de gado criado em morro é muito é ruim:/ Dura danada.// No bombardeio ergo sempre a bandeira branca,/ Cor que cedo não quero em minha trança,/ Mesmo que digam que é experiência.// Antes mesmo de tantos lamas e Ghandi,/ Foi que se inventou a calma dos monges./ Apesar dos últimos incidentes no Tibete. - Tapuia. Mestre em Letras/Linguística pela UFPI. Professor. Arre(medo) de poeta. Artista (de)plástico nas horas vá(ri/g)as. Aquele que nasceu no rio.

terça-feira, 20 de abril de 2010

sexta-feira, 16 de abril de 2010

CAUSA MORTIS

Vou viver algumas passagens de ano,
Nada fora da média brasileiro-nordestina,
Enquanto fujo de qualquer engano
E a vida, caprichosa, me ensina.

Até que um dia a hereditariedade,
Transportadora da minha causa-morte,
Domine o ar que me invade
E como planta pelo tronco me corte.

E sem o meu consentimento
Me apresentará ao câncer,
Quem conhecer eu não queria,

E num instante desatento
Seus tentáculos me alcancem
E tirem minha poesia.


Teresina, 21 de novembro de 2004.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

QUEIXAS POR UM CUPIDO INCOMPETENTE

Infeliz de mim, amado inconscientemente,
Que distraído, talvez noutros encantos,
Nunca me dei conta, ai!, do quanto
Teria sido contigo bem mais contente.

Jamais quis tanto ser um adolescente...
Não para viver o que já passou
Mas para te trazer ao meu presente
E fazer de ti, Presente, o meu presente de amor.

Ziguezagueei ante tua flecha, sem querer?
Tu foste feita uma má arqueira, talvez?
Não sei que mal maior o Cupido nos fez!

Sei é que se fosse possível voltar ao passado
E tivesse eu tido a chance de saber
Ainda hoje estaria ao teu lado.

Codó, 04/04/2010.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Adoro-te com todo o respeito e mãos na bunda,
Com a língua no mamilo incendiante
E com mordiscadas na pontinha da orelha;
Além dos passeios olfativos por teu corpo,

Além das tuas retinas, que busco transpor
Com meus olhos curiosos de voyeur.
Sou andarilho cego que vaga por tuas curvas
De narinas cravadas em teus aromas.

Adoro-te com o desejo que não se farta.
E, mesmo com todas as tuas armadilhas,
Incauto, adoro-te feito criança distraída.

Adoro-te, enfim, com toda a superfície do meu corpo
Ao ver-te beijar-me de lábios quedantes
E de tórax arfante enquanto me tens.