Línguajá
A língua é uma onça. Não sejamos um toco de amarrar língua.
Quem sou eu
- Nilson Costa Filho
- Teresina, Piauí, Brazil
- Ah! Meu coração é mole/ Feito língua de moça./ Prefiro a calma a usar a força,/ Que carne de gado criado em morro é muito é ruim:/ Dura danada.// No bombardeio ergo sempre a bandeira branca,/ Cor que cedo não quero em minha trança,/ Mesmo que digam que é experiência.// Antes mesmo de tantos lamas e Ghandi,/ Foi que se inventou a calma dos monges./ Apesar dos últimos incidentes no Tibete. - Tapuia. Mestre em Letras/Linguística pela UFPI. Professor. Arre(medo) de poeta. Artista (de)plástico nas horas vá(ri/g)as. Aquele que nasceu no rio.
sexta-feira, 18 de maio de 2012
MÉTRICA CON/SENTIMENTO
Sentimento:
Pouco a pouco
Sentir metro
a metro
Centímetro
a centímetro
Teu corpo.
Codó, 25 de maio de 2011
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
HAIQUASES
I
Saudade do hálito fresco
Da boca da noite
Do meu interior.
II
Folha no terreiro.
O vento sopra.
Namoram de mãos dadas.
Saudade do hálito fresco
Da boca da noite
Do meu interior.
II
Folha no terreiro.
O vento sopra.
Namoram de mãos dadas.
sábado, 8 de outubro de 2011
DAS ÚLTIMAS LEITURAS DE NERUDA
Por qué los árboles esconden
el esplendor de sus raíces?
(Neruda)
I
DAS RAÍZES
Há muito tempo
Os galhos de árvores que ficam dentro do chão
Tinham folhas também
O problema é que as minhocas
Naquele tempo
Eram lagartas subterrâneas.
Teresina, 15/07/11.
II
DOS ESCRITORES EXPERIENTES
Perigoso é deixar caneta
E aquele livro que você está lendo (e adora!)
Perto de criança.
Elas sempre fazem emendas
Nas histórias.
Bom Jardim, 16/07/11.
III
DA SABIDURIA
Para Ronald
Eu tenho muita experiência na vida:
Se quiser eu lhe ensino.
Já faz um bom tempo
Que meu trabalho é botar corrente
De bicicleta de menino.
Bom Jardim, 16/07/11.
el esplendor de sus raíces?
(Neruda)
I
DAS RAÍZES
Há muito tempo
Os galhos de árvores que ficam dentro do chão
Tinham folhas também
O problema é que as minhocas
Naquele tempo
Eram lagartas subterrâneas.
Teresina, 15/07/11.
II
DOS ESCRITORES EXPERIENTES
Perigoso é deixar caneta
E aquele livro que você está lendo (e adora!)
Perto de criança.
Elas sempre fazem emendas
Nas histórias.
Bom Jardim, 16/07/11.
III
DA SABIDURIA
Para Ronald
Eu tenho muita experiência na vida:
Se quiser eu lhe ensino.
Já faz um bom tempo
Que meu trabalho é botar corrente
De bicicleta de menino.
Bom Jardim, 16/07/11.
domingo, 10 de julho de 2011
O BURRO E OS CUPINS
Cansada de ver o sofrimento de um burro, que andava mancando por estar peado, a cupim-rainha ordenou a seus operários que roessem a corda que limitava os movimentos do animal.
Assim os cupins fizeram. Esperaram que o burro dormisse e roeram-lhe a peia.
No outro dia, quão grande não foi a decepção de todo o cupinzeiro! O burro continuava mancando.
MORAL: Muitas pessoas estão tão acostumadas às limitações – sobretudo às das idéias – que não adianta tentar lhes ajudar.
Teresina, 01 de julho de 2011.
Assim os cupins fizeram. Esperaram que o burro dormisse e roeram-lhe a peia.
No outro dia, quão grande não foi a decepção de todo o cupinzeiro! O burro continuava mancando.
MORAL: Muitas pessoas estão tão acostumadas às limitações – sobretudo às das idéias – que não adianta tentar lhes ajudar.
Teresina, 01 de julho de 2011.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
PRETO NO BRANCO
Paguei a pena:
Ao teu olhar
Passei em branco.
Que pena!
Mas quem diria
Poesia
Também pega no tranco:
Peguei a pena
E pra não ficar em branco
Passei pro branco
Esse poema.
Codó, 19 de maio de 2011.
Ao teu olhar
Passei em branco.
Que pena!
Mas quem diria
Poesia
Também pega no tranco:
Peguei a pena
E pra não ficar em branco
Passei pro branco
Esse poema.
Codó, 19 de maio de 2011.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
VISITA
– Cadê o poeta que estava aqui?
– Foi-se a mocinha e o levou.
Não saberia acaso a mocinha
Que versos são feitos de amor?
– E aquelas linhas de ira,
O tempo já as dissipou?
Donde vieram? De longe?
– De um dia de dissabor.
Pois eis que torna a mocinha.
E o poeta: – Por onde andou?
– Andava vagando, sozinha!
– Hum! E agora de mim lembrou?!
– Não. Voltei feito andorinha.
Daqui a pouco me vou.
Teresina, 15 de maio de 2011.
– Foi-se a mocinha e o levou.
Não saberia acaso a mocinha
Que versos são feitos de amor?
– E aquelas linhas de ira,
O tempo já as dissipou?
Donde vieram? De longe?
– De um dia de dissabor.
Pois eis que torna a mocinha.
E o poeta: – Por onde andou?
– Andava vagando, sozinha!
– Hum! E agora de mim lembrou?!
– Não. Voltei feito andorinha.
Daqui a pouco me vou.
Teresina, 15 de maio de 2011.
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